domingo, 14 de julho de 2013
Minha Missão
Oi Ray, parece que hoje eu bati o recorde de pensamentos em
você. Acho que você deve ter tido um dia bem pensativo também. Não sei se o que
estou fazendo vai ajudar na sua decisão ou complicá-la mais ainda. Mas quero te
ajudar. Eu não sei bem como se faz esse jogo do amor, se é que se pode chamar
de jogo. Mas eu estou entregue, vou abrir o jogo, com toda minha sinceridade. Meu
coração está em suas mãos Rayssa Fontes. Eu não sei o quanto e como você gosta
de mim, mas acredito que goste, da única coisa que sei com toda certeza é que
quem ama mais entre nós dois sou eu. E eu não te exijo que um dia chegue a me
amar como eu te amo, não preciso de tanto amor. Não que eu não queira, quero
sim, mas sei que é um exagero. Eu só queria mesmo ter uma chance, poder te
abraçar forte e poder dizer algo do tipo: “Poxa, até que enfim né Ray, que
menina difícil.” Já me disseram que você é sonsa, que não tem coração, um
montinho de coisas. Mas é inútil, não é que eu ache que você é perfeita, mas
aprendi a ver perfeitamente uma garota imperfeita. E sei que você tem coração
sim, como uma menina tão linda, tão doce, tão fofa, não teria coração? Como?
Queria saber de cada história da sua vida, e tudo que te fez
ser o que é. Cada espinho que você teve que pegar, cada pedra que contornou. Eu
queria poder continuar do seu lado, como um parceiro, sempre com você, te
ajudando, te entendendo, te dando força. Eu queria que você ouvisse isso, que
quiser tentar fazer com que a gente desse certo. Ainda há muito pra te
escrever. Livros infinitos. Sei que quando escrevo demais, pode dar preguiça em
você, não quero te deixar cansada. Vou lhe contar meus dois maiores segredos:
Eu sou um agente secreto, trabalho e converso com Deus.
No dia em que te conheci ele me deu uma missão. Disse que eu
tinha conhecido uma garota, mais que isso, ela era um anjo, disse que ela era
muito forte e muito frágil ao mesmo tempo, que precisava da minha ajuda, que
precisava amadurecer, que se tornaria mais forte comigo.
Minha missão era cuidar dela a cada momento, tratá-la da
melhor forma possível mesmo quando ela não merecesse, sorrir com ela nos
momentos de alegria, chorar com ela e enxugar suas lágrimas nos momentos de tristeza,
pedir perdão quando falhar e perdoá-la quando fizer o mesmo.
Ele disse:
“-Você deve prometer que vai cuidar dela com todo seu
carinho, que vai protegê-la com toda sua força, vai amá-la com todo seu
coração. Você tem que ficar próximo dela, o mais próximo possível, ser seu
melhor amigo, ser o seu terceiro irmão, ser um companheiro para todas as horas.
Eu perguntei:
-Mas pai, ela tem amigos maravilhosos, uma linda família, e
se ela ainda amar outro cara? Como vou ser melhor que seus amigos? Eles já
viveram muito mais tempo com ela, como vou dar todo meu amor se ela não quiser?
Ela já é tão amada! Como me aproximarei dela? Se ela me ignorar? Como vou protegê-la?
Como vou cuidar dela estando tão longe? E o mais importante... Como vou saber
que realmente é ela? Que não é a garota errada? Que realmente ela valerá todos
os meus esforços? Todo meu amor?
Deus me disse:
- Eu já cuidei disso, ela é a garota que você pensa todas as
noites antes de dormir, é a menina que você pergunta onde e como estará assim
que se acorda, é aquela que faz seus olhos brilharem quando te olha nos olhos,
que faz suas pernas tremerem quando se aproxima, acelera seu coração e te deixa
sem palavras quando te abraça. Você já a encontrou, ela tem seu coração. Nunca
a abandone, não desista, não falhe na missão, e se achar que errou, comece tudo
de novo.
Eu perguntei:
- Mas pai, e se eu não conseguir? Se eu não for capaz?
Ele respondeu:
-Nunca lhe daria uma missão que você não pudesse cumprir,
não poderei te responder mais agora; Se você tiver qualquer outra dúvida
pergunte ao seu coração, mesmo que ele pareça ser burro e te faça sofrer,
sempre fará a coisa certa.
Quando ela e você me disserem que seja feita a minha
vontade, que seja feito o que eu quiser, vou fazer a minha parte. Estarei
sempre com vocês, pode acreditar.”
Tá vendo Ray? Até Deus já aprovou, e você aí pensando .-.
Lembra que você disse que tudo que vem fácil, vai fácil? Por isso que gosto de
você assim, bem difícil. Que é pra se um dia a gente ficar junto eu nunca esquecer
do quanto você é especial e importante pra mim.
Lembre-se de nós
Escrevi esse texto, achando que seria o último que escreveria pra você, eu achei que estava sendo egoísta demais, de insistir tanto, de persistir tanto. E que o amor não deveria ser assim, tinha que ser naturalmente, sem pressa, mas também sem eternas esperas. Agora já não sei como ele deve acontecer, só queria que ele acontecesse entre nós, do jeito que o destino quiser. Descobri que tentar te esquecer é remar contra a corrente. Algo perto do impossível.
"Lembre-se de mim.
Não precisa ser como eu, não quero ser seu primeiro e último
pensamento do seu dia.
Basta-me apenas ser uma vaga lembrança no fim da tarde, ou
quando você ouvir alguém falar meu nome.
Sabe que não aceito caminhar com todo mundo, mas com você eu
quis dividir esse caminho, talvez isso te torne um pouco mais poderosa, talvez
não. Mas quero que se lembre de mim.
Lembre de mim ao ver um casal de mãos dadas, e quando te
contarem uma piada sem graça na tentativa de arrancar um sorriso seu.
Lembre-se de mim quando se sentir sozinha, quando quiser
chorar. Lembre de mim nos dias de chuva, quando sentir frio. Lembre de mim
quando ouvir nossa música, quando assistir um filme bacana.
Teu coração é como um cavalo preto selvagem, lindo e
valente, que ninguém consegue domar por muito tempo. Dele já cai muitas vezes,
muitos caíram e muitos hão de cair. Já meu coração é como um pássaro tolo,
preso numa gaiola, gaiola sem portas, mas ele já não sabe mais o que é
liberdade, não consegue sair. Seu canto são gritos escritos em folhas perdidas,
pedidos de socorro.
Esse meu coração, tão pequeno e frágil perto do seu, queria
ser que nem o teu. Sem obstáculos, sem fronteiras, sem nenhuma corda, nenhuma
grade. Independente. Livre.
Preciso sair dessa gaiola, fugir de tudo que me prende a
coisas tristes. Quero bater minhas asas pra longe de toda essa saudade. Quero
desvendar novos horizontes. Tem um mundo inteirinho lá fora me esperando, não
posso ficar aqui, rodando nessa pequena jaula.
Estou de partida, talvez eu volte, talvez me prendam de
novo, mas tenho que ir.
Guarde com você a lembrança do meu sorriso, e todas as
coisas boas que achar que tenho (caso eu tenha). Não esqueça também do quanto
era grande e belo, o amor que quis te dar.
Talvez você pense que eu já tenha te esquecido, mas vez em
quando lembrarei de você. Mesmo vez em quando, só um pouquinho, te peço:
Lembre-se de mim."
Astrólogo de Mentirinha
Ray F. *-*, este ano será um período propício para lutar por
mais independência e buscar auto-afirmação. Durante o restante desse ano, é
provável que se depare com circunstâncias desafiantes, que demandarão
autoconfiança. Precisará pensar e agir por conta própria, para desenvolver-se.
Ao buscar mais autonomia na sua vida como um todo, situações novas poderão
aparecer e estimulá-la a tomar decisões.
Será uma fase que pedirá de você iniciativa e rápido poder
de decisão. E esse ritmo mais acelerado poderá se chocar com sua necessidade de
buscar aquilo que quer com planejamento e moderação. Você tem em seu Mapa
Numerológico o Número de Motivação 4, que mostra que gosta de seguir um ritmo
seguro para adquirir cada vez mais estabilidade. Como o Ano Pessoal simbolizado
pelo 1 demanda dinamismo e ousadia, valerá a pena se organizar, sim, mas sem
deixar que sua tendência a analisar demais as situações lhe trave.
Uma vez que o momento será apropriado para confiar mais em
si, seu ímpeto de executar as coisas sem depender dos outros poderá
impulsioná-la a exercer liderança. Você também poderá perceber que está se
expondo com mais determinação e coragem. Provavelmente, durante essa fase, você
se sentirá mais assertiva e disposta a mostrar - e defender - suas ideias. Ao
divulgá-las, possivelmente se destacará e conseguirá semear projetos futuros. E
diante da possibilidade de se envolver numa atividade mais desafiante, terá
condições de empreender mudanças e progredir.
No campo afetivo...ops, ei, ouh! No campo... Olha, nessa
parte do campo afetivo, tiveram algumas linhas da sua linda mãozinha que eu não
consegui decifrar direito, eu reescrevi essa parte várias vezes, e descobri
algo que talvez você goste, acho que nem devia te contar essa parte porque você
nem se interessou pra ver o seu mapa astral, mas como você tem moral comigo né?
Okay.
Devido suas escolhas, você não quer um namorado no momento,
entretanto a pessoa que é e a quantidade de açúcar que sua mãe passou em você,
junto com o eclipse da lua em relação a Vênus que se formou na data em que
vocês nasceu, fazem de você, uma menina muito querida por todos, que está
sempre despertando o interesse de rapazes. Entre todos eles existe um em
especial, e que vou lhe contar um pouco sobre ele agora para você não se
confundir com a melhor escolha. Ele também anda meio sem tempo, e assim como
você, ele está bem seletivo com suas companhias, já faz muito tempo que ele lhe
admira e você já disse que não queria nada com ele, mas ele queria ouvir isso
de você. E também queria te conhecer mais, saber se a Rayssa que ele imaginava
era você de verdade. E ele te conheceu, te redescobriu e se encantou ainda
mais, mas percebeu também que a sua opinião a respeito dele não havia mudado.
Então ele se afastou um pouco e resolveu guardar esse sentimento com ele, mas
ele não conseguiu parar de gostar de você, esse sentimento faz bem pra ele, o
faz buscar ser uma pessoa cada vez melhor. Ele é capaz de fechar os olhos e ver
você na frente dele, ele lembra do seu cheiro, da sua voz, seus jeitos, manias.
Ele é seu fã número 1. Te vigia de longe e torce por você. Eler quer cuidar de
você. Queria estar sempre perto de ti pra ajudá-la quando precisar, te deseja
toda felicidade do mundo, pra te ver sorrir, ele pode colorir o céu de outra
cor. Existem momentos em que a vida parece um grande baile onde todos pegam
seus pares para dançar, aí você percebe
que está perdendo a música, queria dançar, mas não quer qualquer par, lembre-se
que sempre tem alguém que chega atrasado, sempre tem aquele alguém que foi
tomar um ar ali fora, ele vai chegar. Existe alguém nesse mundo que te ama e
que te quer bem, mesmo sem você sentir o mesmo. Ele pode ser a tampa da panela.
A metade da laranja. Alguém que te transborda, empurra pra frente e faz sorrir.
Caso um dia queira descobrir quem é esse cara, me procure, desde já peço que
reserve dinheiro, pois não poderei fazer mais de uma análise gratuita por
cliente. Obrigado. Espero que tenha gostado da Análise, e que ela te sirva de
alguma coisa. Vou te contar um segredo sobre o destino: Ele pode mudar a
qualquer momento, é só a gente querer. Queira, mude, tente, arrisquesse, dê
chances paras as coisas boas e felizes, acredite no amor, o essêncial é
invisível aos olhos.domingo, 6 de janeiro de 2013
All Star - 07/12/12
“Estranho seria se eu não me apaixonasse por você
O sal viria doce para os novos lábios
Colombo procurou as Índias mas a terra avistou em você
O som que ouço são as gírias do seu vocabulário [...]”
Dizem que as melhores coisa da nossa vida acontecem por
acaso, sem que a gente precise planejar nada. Realmente, devo admitir que sim,
isto é verdade, porém posso assegurar que se a gente quiser, com muita vontade
e carinho, podemos tornar um dia perfeito, uma data especial, momentos
inesquecíveis.
Eu tenho um dia desses guardado aqui comigo, dia 07/12/2012,
um dia que vai ficar pra sempre na lembrança de muita gente.
Sempre quis demonstrar o amor que sinto por ela, acho que
isso é importante numa relação, sempre fiz isso através das palavras,
escrevendo textos, e tinha conseguido êxito, mas eu queria algo a mais,
escrever é muito fácil pra gente, natural. Eu queria algo mais forte, além de
um texto, que pudesse dar uma boa surpresa ao vivo, algo que pudesse ser visto
por muita gente.
E dessa idéia surgiu a música. Eu, ela e quase todo mundo
que aparenta ser normal, somos apaixonados pela música, por músicas boas, de
qualidade. Desde o começo do namoro algumas canções passaram a fazer parte da
nossa história, uma trilha sonora de nossas vidas. Eu gosto de cantar, o
problema é que quase ninguém de boa audição gosta de me ouvir. Inclusive ela,
sempre que eu arriscava cantarolar um trechinho de qualquer música ela arrumava
um jeito de me impedir, às vezes colocando a mão em minha boca, às vezes me
dando um beijo, enfim, ela nunca me ouviu cantar uma música se quer. E eu
escolhi a música como surpresa, gosto de desafios. Só faltava saber onde iria
cantar, quando e como fazer as pessoas conseguirem me ouvir. Surgiu um curso de
técnica vocal na escola e ali enxerguei uma oportunidade, me matriculei no
curso e fiz aulas de canto, como se a técnica fosse compensar a minha falta de qualidade
da voz. Depois sugeri ao professor que fizéssemos uma apresentação do resultado
de nosso trabalho, sugeri também o evento: Versiprosa. Várias pessoas nos
assistindo, o palco que me faltava - já visando minha declaração para minha
amada - ele aceitou, ficou animadíssimo. Daí nasceu o sonho, e desse dia em
diante comecei a planejar tudo, escolhi a música All Star de Nando Reis, uma de
nossas músicas, com certeza ela iria gostar. Eu até comentei pra ela que
haveria uma apresentação do curso e pedi pra ela arriscar qual música eu
cantaria pra ela se fosse cantar uma música um dia e ela escolheu justamente
All Star. Não toquei mais no assunto, para cair em esquecimento e não estragar
a surpresa, o tempo e a greve da escola se encarregaram de fazer isso. Muito
tempo depois, com o fim da greve, se aproximava então a data do evento. Comecei
a planejar cada detalhe do meu show particular de 3 minutos, convidei uma amiga
dela para tocar, e pedi para uma querida amiga minha se encarregar de ficar com
as flores. E ensaiei, ensaiei, ensaiei, ensaiei e ensaiei, minha mãe, meu irmão
e os vizinhos que o digam. Todos os dias na hora do banho eu cantava All Star,
e imaginava o momento. Faltava uma coisa, contar essa história para a
organizadora do evento. Esperei o momento certo (que não era tão certo) e fui
falar com ela, fui fazer o rodeio da conversa, sem ir direto ao ponto, ir
convencendo ela aos poucos, fui com a conversa furada da idéia de apresentar
nossos trabalhos no Versiprosa, e ela diretamente me explicou que a idéia era
boa mas não seria possível porque as tais músicas não teriam nada haver com o
tema do evento. Naquela hora eu não tive argumentos, realmente eu não tinha
pensado nisso. O que é que a música All Star de Nando Reis tem haver com o
centenário de Jorge Amado? Isso mesmo... Nada! Pensei em dizer que foi a música
que Jorge Amado cantou para Zélia Gattai antes de morrer, aí lembrei que a
música só veio depois deles. A verdade era que as duas coisas não têm nada
haver uma com a outra. A professora ainda me advertiu que naquele momento não
podia conversar porque tinha uma turma pra dar aula. Sem argumentos, abaixei a
cabeça e deixei ela ir. Lembro que o resto daquele dia foi triste, vi meu sonho
descendo pelo ralo. E agora como, quando farei minha declaração de amor? O que
eu direi para as pessoas que iriam me ajudar, que iriam assistir, que eu mesmo
garanti que haveria a música? Depois de muito pensar, cismei que tinha de haver
outra saída, naquela mesma noite esperei de vigília a Professora Coordenadora
do evento, ficar on line no Facebook (é isso mesmo, temos facebook, sou um
escritor moderno, não é um texto copiado de Caio Fernando Abreu, Mario
Quintana, Shakespeare, se bem que isso, todos vocês devem ter percebido).
Quando ela deu as caras, começamos a conversa e fui direto ao ponto, contei o
que queria fazer, como iria ser, cada detalhe, e a minha tristeza por o meu
plano não poder tocar a diante, sou bom com dramas, nasci dramático, sou
dramático por natureza, ela não hesitou e afirmou: “Claros que você pode fazer
isso sim! Abriremos uma exceção, é uma boa idéia, será lindo!”. As palavras
dela me fizeram recuperar o dia perdido. Fui dormir feliz. Com quase tudo
pronto, faltava ainda só uma coisa, e a mais importante, convencer a minha musa
inspiradora a estar na platéia sem que ela soubesse ou se quer desconfiasse de
nada. E nem imaginei o quanto seria difícil, ela se negava, tive que apelar,
dizer que algo de muito importante iria acontecer, uma surpresa e ela não
poderia faltar. Eu não deixei ela me dar desculpinhas. Enfim ela aceitou.
Estava tudo pronto, tudo, menos eu. Ainda havia de matar meu medo de cantar. Quando
imaginava a declaração, tinha tanta confiança em mim mesmo, que eu havia esquecido
completamente do meu medo de cantar. Eu era capaz de fazer muitas coisas em
público: atuar, talvez falar, mas cantar era um problema, eu tinha plena
convicção de que não sabia cantar e isso poderia me fazer travar no palco, não
conseguir pronunciar uma palavra se quer. Entretanto a música era fácil, e eu
já havia cantado ela milhares de vezes, cantá-la de trás pra frente seria
moleza. Alguns “amigos” (da onça), que conheciam meu super talento musical
(ironia), na tentativa de me ajudar (mentira) me diziam: “Você vai cantar?!?!”
“Tem certeza?”. Eu não dei ouvidos a eles, pelo contrário, tinha que mostrar a
minha voz... cof, cof (tossi enquanto escrevi a última frase). Mas os mais
importantes, os amigos de verdade, a menina – Nathalia Limeira – que iria tocar
pra mim, eles me incentivaram, me deram força. E eu aceitei o desafio.
Chegou o dia, preciso também lembrar que um dia antes
havíamos apresentado a peça do meu grupo, que escrevi e atuei junto com a minha
Família Construção Arte, o dia 7, uma
sexta-feira, era o dia do resultado da classificação das peças e as declamações
de texto da coletânea, que inclusive os meus e o dela (Polyana) foram
selecionados. Eu tinha várias coisas para esperar daquele dia, mas foquei
somente na minha música, o resto não importaria tanto, pelo menos naquele dia.
O tempo foi passando e minha hora chegando, fiquei separado dela, pra que ela
ficasse um pouco chateada, em dúvida, sem poder me perguntar nada, para que a surpresa
fosse ainda melhor. Conforme o tempo passava meu nervosismo aumentava. Lembro
que olhei tremendo para a minha amiga Larissa e perguntei a ela se algo iria
dar errado (como se ela pudesse responder), ela sorriu me disse que não, que
não havia nada pra dar errado, daria tudo certo. Gostei das palavras e as
assumi como uma verdade absoluta.
A professora responsável pelo evento deu a deixa da minha
entrada, anunciou para a platéia que um aluno faria a apresentação de um
trabalho de Técnica Vocal elaborado na escola, sabia que era eu, ela me chamou
ao palco, eu levantei e fui. Eu já havia subido os degraus do palco do
Auditório Oscar Sátyro dezenas de vezes diferentes, para várias ocasiões e
nunca fiquei tão nervoso como naquele dia, minhas pernas, meus braços, meus
dedos tremiam. Fui até meu lugar no palco, nem consegui regular a altura do meu
microfone de tão nervoso que estava, Nathalia já havia plugado os cabos no
violão, já estava pronta, a platéia ansiosa, o tempo voou naquele instante. Ela
me perguntou se eu estava pronto, o certo seria dizer que não, que ela
esperasse mais uma hora, quem sabe duas, um tempo para que eu pudesse beber
água, me acalmar, mas estavam todos esperando, tinha que ser ali e agora, e sem
outra alternativa, logo depois que ela perguntou, respondi: “Estou”.
A música começou a tocar, e minha mente não parava de
pensar, sentia as câmeras voltadas para mim, senti que naquele momento todos
queriam me ver, me ouvir. E eu pensava: “Não posso entrar errado na música! Não
posso errar o tom! Não posso travar! Não posso esquecer a letra! E se as
pessoas vaiarem? E se as pessoas vaiarem e jogarem coisas? E se as pessoas
vaiarem, jogarem coisas e me tirarem do palco antes de terminar a música? Eu
não posso cantar feio! Eu não posso passar vergonha! Tudo tem que dar certo!
Tudo tem que dar certo!”
Até que hora de cantar chegou, e minha voz meio atrapalhada
saiu, eu estava completamente travado de medo, em pé no palco, com o pescoço
levemente abaixado para me aproximar do microfone e as mãos cruzadas para trás.
Cantei as primeiras frases da música e não senti nenhum tomate batendo no meu
corpo, não havia ninguém me vaiando. Então fui olhar pra ela, minha ouvinte
especial, foi fácil encontrá-la no meio da multidão, ela sabia a letra tanto
quanto eu, seu sorriso, meio chorado, meio feliz, totalmente fofo, era o mais
lindo de todo auditório, e foi nele que eu foquei meu olhar a música inteira.
Percebi que na verdade não me importaria a opinião de ninguém, era pra ela que
eu estava cantando, e ela estava gostando, elogios e críticas não fariam
diferença alguma. O medo foi embora, descruzei os meus braços, relaxei meu
corpo e curti o momento, aquele momento tão planejado e aguardado. Senti a
magia da música, sabia que aquele momento era ímpar. Não era apenas uma
declaração de amor para ela, era uma demonstração para todo mundo que mesmo nos
dias de hoje, o amor ainda existe, que homens românticos e príncipes encantados
(as vezes não tão encantados assim) ainda existem, ainda que só naquele
momento, naquela canção. Todas as namoradas, se não mulheres, daquele auditório
queriam ser ela naquele momento, mesmo sem pensar nisso. Eu queria mostrar o
quanto a amo, que realmente sou diferente de todos os outros, queria mostrar o
que sou capaz de fazer por ela, pelo nosso amor. As pessoas balançavam os
braços, pra um lado e para o outro, cantavam comigo mesmo sem saber a letra,
tiravam fotos. Percebi que tinha cantado a segunda parte da música no começo
dela e que estava repetindo a segunda parte, pensei no que fazer, parei de
cantar, lembrei que era pra ela e ela nem ligaria pra isso, sorri do meu erro e
voltei a cantar. A música acabou. Eu tinha ensaiado tanta coisa pra dizer
naquele momento, mas tava tão nervoso, tão eufórico, que esqueci de tudo e
falei algo que nem me lembro mais, algo explicando as pessoas que a professora
tinha mentido (uma boa mentira) que não havia nenhuma apresentação de trabalho
de técnica vocal, que se existisse alguma coisa assim, eu seria o último a ser
indicado. Que na verdade eu cantei aquela música para minha namorada que se
encontrava na platéia. Devia ter dito que era surpresa, nessa hora ela se
levantou (levantaram ela a força – amigas) e veio até o palco com seu lindo
vestido listrado de preto e branco. Larissa trouxe as flores, as pessoas
gritavam: “Beija! Beija!”. Eu entreguei as flores e nos beijamos (várias vezes
pra foto). Saímos do palco de mãos dadas, agradeci o público e sai com o
sentimento de dever cumprido. Naquele mesmo dia ainda concorri e ganhei alguns
prêmios, mas nada tinha tanto valor. Como eu mesmo havia dito a ela, o maior
prêmio Deus já havia me dado, era o seu amor. O evento acabou e fomos ao ponto,
enquanto seu ônibus não passava, eu a abraçava e a beijava, felizes como num
conto de fadas real, apaixonados como no começo de tudo, apesar de todos os
erros, deu tudo certo. Éramos testemunhas de um dia lindo, inesquecível.
Em seus braços, naquele momento, tinha certeza de que era a
hora perfeita para o mundo acabar.
“[...] Estranho é gostar tanto do seu All Star azul
Estranho é pensar que o bairro das laranjeiras
Satisfeito sorri, quando chego ali
E entro no elevador
Aperto 12 que é o seu andar
Não vejo a hora de te encontrar
E continuar aquela conversa
Que não terminamos ontem
Ficou pra hoje”
7 Meses de "Aturação"
Depois de um certo tempo a gente vai se acostumando com
algumas coisas.A segurança, porque o medo de perder quase foi perdido, faz com quê alguns de nossos comportamentos mudem. Eu queria não mudar, ser do mesmo jeito que era como tudo começou, aquele nervosismo antes de qualquer encontro, o coração acelerado, o suor frio, o gaguejar e o desespero de cada despedida. Tudo tão meio torto, desengonçado, mas tão perfeito, tão lindo.
Lembro que no começo eu queria te conquistar todos os dias, e agora percebo que já não sou mais assim, tem dias que faço contrário. Desculpa por todos os dias quando você acorda e não tem uma mensagem no seu celular te desejando bom dia, desculpa por eu não te lembrar todos os dias o quanto você é importante pra mim, o quanto você é especial, o quanto você é única, do quanto é linda (a mais linda do mundo) e principalmente te lembrar do quanto eu te amo.
Acho que à 7 meses não houve um dia que eu não pensasse
nela.
Quando acordo, quando vou dormir, tomando café, andando na rua... Ela invade meus pensamentos, quando percebo (as vezes nem percebo), estou pensando nela. No quanto ela me faz bem, no quão sou feliz por tê-la. Estar ao lado dela é o melhor lugar que posso estar, cada segundo longe dela parece eterno. Ainda não me acostumei com as despedidas, e sei que não irei me acostumar, nem com mais 7 meses ou 7 anos, preciso de você por perto, você comigo.
Feliz sétimo mês pra nós :3
Quando acordo, quando vou dormir, tomando café, andando na rua... Ela invade meus pensamentos, quando percebo (as vezes nem percebo), estou pensando nela. No quanto ela me faz bem, no quão sou feliz por tê-la. Estar ao lado dela é o melhor lugar que posso estar, cada segundo longe dela parece eterno. Ainda não me acostumei com as despedidas, e sei que não irei me acostumar, nem com mais 7 meses ou 7 anos, preciso de você por perto, você comigo.
Feliz sétimo mês pra nós :3
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
Quando não estou sorrindo
"Viver a dois nunca significa que cada um fica com a metade. É preciso se revezar para dar mais do que se recebe. Não se trata de aceitar quando o outro quer jantar em casa em vez de sair, ou decidir quem vai receber a massagem com óleo de calêndula certa noite. Há épocas na vida de um casal que funcionam, acho, de certa forma um pouco parecida com uma ronda noturna. Um dos dois fica de guarda, muitas vezes durante um longo tempo, proporcionando a serenidade necessária para o outro fazer alguma coisa. Em geral, essa coisa é árdua e cheia de dificuldades. Um dos dois entra na escuridão enquanto o outro fica de fora, segurando a lua no céu."
Marlena de Blasi - Mil dias em Veneza
“E com o tempo a gente percebe,
que a mesma planta que nos dá as rosas, nós dá também os espinhos. A minha luta
é poder lidar com eles, sem me ferir e não ferir você. Sei que a beleza das
flores fará valer apena a dor dos arranhões dos espinhos.
Eu queria poder escrever só coisas
boas, felizes, mas nem sempre estou assim. Ninguém consegue ser feliz o tempo
todo. E ultimamente as coisas não estão muito claras na minha cabeça. Parece
que um furacão passou por dentro dela. O engraçado é que no fundo, no fundo,
eu sempre tive esse desejo louco: Passar por uma crise no namoro. Eu queria que
o nosso amor passasse pela prova do desentendimento; se nós superássemos essa
parada juntos, eu teria certeza de que esse sentimento que me invade o tempo
inteiro é realmente o tal amor. Por que gostar de alguém que nos corresponde,
que nos completa, que está sempre presente, é muito fácil, é natural! Amor
mesmo é quando aquela pessoa te decepciona e mesmo assim você continua
acreditando nela. E, nesses últimos dias, esse seu jeito torto de me amar tem me
machucado bastante. E é isso que eu sinto: amor e uma espécie desconhecida de ódio, ao mesmo tempo. Vontade
de te jogar uma pedrinha e me atirar na frente dela pra salvar você. Não
entendo isso da vida: quem mais a gente ama, mais nos machuca, esse acesso livre que você tem ao meu coração me torna tão vulnerável. Sinto como se
houvesse uma neblina bem na frente do meu caminho; eu não consigo prever o que
está por vir, mas não parece ser calmo, acho que tenho medo, mas não é por isso
que eu vou deixar de seguir em frente. Queria que você percebesse que a cada
mensagem não respondida, a cada chamada que você não me atende, que a cada
pergunta que você não me responde, a cada dia que deveria estar com você, mas
que você não quis, você faz com que eu fique triste, que a gente se afaste, você perde vários pontinhos na nossa caderneta. Um
namoro é um compromisso, a gente tem que abrir mão de certas coisas pelo outro,
ao menos perceber quando ele não está bem e se esforçar para consertar isso,
essas coisas não são apenas uma questão de compromisso, isso é amor. Não
consigo entender alguém que me ama e não se importa de me ver por perto, alguém
que me ama e não sente falta de falar comigo, alguém que não tem tempo para
estar com quem se ama e quando pode estar, prefere passar três dias dormindo. Eu
não entendo, não acho normal e não gosto disso. Quero acreditar que isso deve
ser uma fase sua, que vamos superá-la. Conversar com você, te falar todas essas
coisas não iriam mudar nada. Ultimamente você só me entende mais ou menos e
nunca se entende. Quero passar desse trecho, quero te ver lá na frente,
sorrindo. Mas é só o que eu quero! Ninguém sabe o que será. O que será... O que
será?”
Eu escrevi esse texto quando
estava triste com a gente, conversamos, nos entendemos, mas voltei a ficar
triste de novo. Talvez pelo mesmo motivo, ou por causa de algumas lacunas que
ficaram abertas. Coisas tão simples que resolveríamos em uns cinco minutos.
Deve ser também (claro que é) por causa da gente. Somos tão parecidos em tantas
coisas, mas temos muita coisa de diferente também. Enquanto você me diz ser
fria, acho que tenho lavas de vulcão correndo por minhas veias. Você gosta de
ficar sozinha, já eu necessito estar rodeado das pessoas que amo, já me basta a solidão
do ônibus que pego pra casa, os minutos do banho e os que gasto em minha cama
antes de dormir. Eu fico chateado com tanta coisinha! :/ Mas sei que isso só
acontece quando não estou com você por perto. Preciso de você. Sinto falta do
seu cheiro, do teu abraço, do teu beijo, do seu corpo. Sinto falta de te olhar
bem de perto, de te beijar sem pressa, sentir sua respiração, ver seus olhinhos
fechando, ouvir seu coração batendo em seu peito sobre o meu. Sinto sua falta, mas parece –
devido suas ações – que você não sente a minha. Eu faço tudo para estar com
você qualquer minuto a mais, e você faz muito pouco. Eu não entendo, preciso de
mais tempo com você, tempo pra gente. Queria ser como você, diminuir meu ritmo,
ser mais calmo, mais frio, mas não consigo, ficamos dois estranhos. Falta
alguma coisa, uma parte, falta eu. E falta mais você. Eu sei que é amor o quê
sentimos. Que você é a garota da minha vida, é só estar perto de você que
encontrarei essas respostas, mas agora, talvez culpa de meus próprios defeitos
estou triste.
Talvez eu só queira te dizer que dessa vez não é como das outras vezes, agora é mais forte, mais triste e não acredito que estou exagerando. Talvez eu só queira te dizer que estou cansado de segurar a lua no céu. Não estou suportando mais. Talvez você ache que eu nunca a segurei, se não fizermos nada ela cairá sobre nós. Segura ela um pouco pra mim?
Talvez eu só queira te dizer que dessa vez não é como das outras vezes, agora é mais forte, mais triste e não acredito que estou exagerando. Talvez eu só queira te dizer que estou cansado de segurar a lua no céu. Não estou suportando mais. Talvez você ache que eu nunca a segurei, se não fizermos nada ela cairá sobre nós. Segura ela um pouco pra mim?
Ismael César
domingo, 25 de novembro de 2012
6 meses - Meio Ano ;D
Meu Amooor!
Hoje fazemos seis meses de namoro, metade de um ano. Achei
que precisava registrar essa data. Talvez no aniversário dos nossos 20, 30 anos
juntos, eu quisesse saber o que estava pensando hoje.
E você sabe que eu penso muito em você, em nós. Penso na
Minha Poly o tempo todo. Seria impossível listar em um texto tudo que penso e
tudo de bom que você me faz, que você me traz, tudo de bom que você é pra mim.
Mas hoje quero te falar dos meus últimos pensamentos.
Ultimamente ando maravilhado, analisando a forma de como tudo aconteceu com a
gente: tão recíproco e tão verdadeiro. Não falamos muito sobre isso, mas tento
redescobrir tudo que tivemos de abrir mão um pelo outro, do quanto acreditamos
– no estranho pra você, e na estranha pra mim – naqueles olhos que havíamos
conhecido quatro dias atrás. É meio louco, irracional, apostar tanto em um
desconhecido. Quem te garantiria que eu era realmente eu? Quem te garantiria
que eu não seria igual a todos os outros? Mesmo assim você acreditou. Eu também
apostei todas as minhas fichas nessa princesa encantada que é você. Porque lá
no fundo do peito, o coração dizia que não éramos estranhos. Parece que eu te
conheço a milhões de meios anos. Hoje depois desse tempinho que temos juntos
(comparado ao tempo que teremos) posso dizer sem dúvida alguma que realmente é
você. Que dessa vez meu coração não me enganou. Você continua linda, fofa,
especial, fantástica e única. E eu continuo te amando cada vez mais. Obrigado
por ter descoberto meus defeitos, ter suportado eles e não ter ido embora.
Obrigado por ser você mesma e está do meu lado sempre.
Te amo Minha Bê, Te Amo.
Meu Niver 1.9
Coroa, parabéns. Comprei uma muleta pra você, amanhã te dou. Kkk. Parei. Enfim, meu amor, quero te desejar parabéns. E dizer que é muito bom estar com você nesse dia. Dizer que te amo. E eu quero que essa data se repita muitas vezes (é claro que vai repetir, mas você entendeu) e que eu possa estar ao seu lado em todas elas, te chamando de velho. Te amo e te desejo toda felicidade do mundo.
Polyana Lima - Via SMS às 00:00 h de 11/11/2012.
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